Telemoveis

Usar um Telemóvel tornou-se um acto irreflectido, quase automático. Porém, a sua utilização pode comportar riscos não negligenciáveis para a saúde. Para quem precisa mesmo deles, encontre aqui formas de se proteger da radiação que emitem.

Usar um telemóvel tornou-se num acto perfeitamente banal para a maioria dos portugueses. Portugal é dos países do mundo com maior taxa de penetração do serviço móvel terrestre, tendo atingindo, no final do segundo trimestre de 2002, cerca de 78% (contra uma média de 76% para a União Europeia). O crescimento tem sido muito rápido, sobretudo desde o aparecimento do Sistema Global para Comunicações Móveis (entre nós mais conhecido por “GMS”) – em 1998 aquela taxa não ultrapassava os 32%.


Contudo, por trás do gesto imediato e irreflectido de pegar num telemóvel para fazer uma chamada, escondem-se riscos que são desconhecidos pela maioria dos utilizadores. Até que ponto a generalização dos telefones celulares respeita o já consagrado (embora pouco aplicado) princípio da precaução?

 

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22-05-2013 16:20

Riscos para a saúde

Há dois tipos de riscos directos para a saúde implicados no uso de telemóveis: efeitos térmicos resultantes do aquecimento dos tecidos próximos do aparelho e efeitos não-térmicos resultantes tanto dos telefones como das antenas. Existem ainda riscos indirectos relacionados, entre outros, com o uso de telemóveis ao volante, com o impacto ambiental das antenas localizadas perto de casas, escolas ou outros edifícios, e ainda com o receio em incorrer em efeitos directos.


A exposição à radiação dá-se principalmente nas zonas do corpo próximas do telemóvel, normalmente a cabeça. A exposição devido às antenas incide sobre todo o corpo mas a sua intensidade é muito inferior à proveniente dos aparelhos. Ao contrário do que se pensa, a radiação emitida pelas antenas tem orientação descendente mas num ângulo de cerca de 6º, de tal forma que, para uma antena a 15 m de altura, a radiação só atinge o solo a cerca de 50 m de distância da sua base. Ou seja, a exposição é menor para quem está directamente por baixo da antena. Tal deve ser tido em causa aquando da instalação de antenas na proximidade de escolas, hospitais, etc.

As crianças, por que estão em crescimento e o seu sistema nervoso se encontra ainda em desenvolvimento, são especialmente sensíveis às radiações. Estas penetram mais facilmente pelo seu crânio, pois é de menor espessura, e afectam de forma mais significativa o seu sistema imunitário.


As doses máximas de radiação previstas na legislação têm como base o cálculo de velocidades específicas de absorção por parte dos tecidos. No entanto, estes cálculos são extremamente complexos e muito pouco fiáveis devido à sua enorme variabilidade. Por este motivo, não é possível assegurar que os níveis guia actualmente em vigor são suficientes para proteger a saúde dos utilizadores.